
História do projeto “MEU FILHO UM ATLETA”
José Humberto Ferreira, filho de José Claudino Ferreira Neto e Ana Batista Ferreira, natural de Araguari Minas Gerais, nascido no dia 07 de agosto de 1953, casado com Helena de Fátima Teodoro Ferreira pai de Gabriela Ferreira, Rafael Humberto Ferreira e Isabela Ferreira, sogro de Carlos Augusto Rodrigues e Rafaela Godoi Faria Ferreira e avô de João Miguel Ferreira Rodrigues.
No início da década de 70, sonhava com todo garoto de sua idade, ser jogador, mais com poucos recursos técnicos para a pratica de futebol não tinha chances nas equipes do meu bairro e em outras que fazia parte do rol dos times, sem nenhuma possibilidade de ver o sonho realizado, e após as muitas tentativas frustradas em jogar desiste do sonho de jogador. A pretensão era ser técnico, mas ninguém deu oportunidade por ser jovem sem experiência. Não tive alternativa, montei meu próprio time o “ASTRAL FUTEBOL CLUBE”, que ao longo de sua trajetória obteve grande sucesso, foi vitorioso dentro e fora dos gramados (naquela época somente campos de terra), conquistou títulos e, paralelamente fundei uma escolinha de futebol em um campo que construímos ao lado do cemitério “BOM JESUS”, revelou homens que até nos dias atuais quando nos encontramos pelas esquinas da vida, agradecem o meu trabalho. Cursar a Faculdade de “EDUCAÇÃO FÍSICA” foi questão de tempo, para o sonhador José Humberto Ferreira com o proposito principal de trabalhar com o futebol de campo, ao concluir o curso em 1977, sem oportunidades no futebol profissional, fui dar aula em Escolas públicas e particulares de Araguari.
Em 1978 ganhei de presente de aniversário de um grande amigo e companheiro “Marco Antônio Aguiar” o livro de Basquetebol do professor “MOACYR DAIUTO – METODOLOGIA DO ENSINO”, apaixonei pelo “BASQUETEBOL”, já tinha uma pequena experiência das aulas da faculdade, sem deixar o futebol. Quando pensei que minha relação com o futebol profissional tinha encerrado eis que no final da década de 80 fui convidado assumir o departamento de preparação física do Araguari Atlético Clube, pois o mesmo tinha acabado de cair para a terceira divisão do Campeonato Mineiro de Futebol Profissional, com organização e planejamento conquistamos o vice-campeonato mineiro e conquistamos o direito de voltar à segunda divisão do futebol profissional Mineiro de 1990. Por força do trabalho escolar fiquei três anos fora do futebol profissional ou amador até que em 1993 voltei ao comando do departamento de futebol profissional após o convite do técnico e amigo Waldir Silva e mais uma vez com planejamento, organização e competência de uma equipe disciplinada e comprometida com os objetivos traçados conquistamos o título de campeão Mineiro da 2º divisão daquele ano como preparador físico do “ARAGUARI ATLETICO CLUBE”. Meu ciclo com o futebol encerrou em 1999 com diversos títulos nas categorias menores e muitos atletas foram revelados ao longo dos anos, alguns com destaque em diversos clubes do futebol brasileiro, ainda nos dias atuais meu nome e reverenciado, como um dos melhores técnicos e preparador físico do futebol local.

“O inesquecível elenco campeão mineiro da 2ª divisão de 1993. O maior título da história do futebol araguarino, pude marcar presença como preparador físico, grande parte dos jogos foram vencidos no segundo tempo, graças ao preparo físico excepcional do nosso time”.
Minha história de vida se confunde com a história do projeto “MEU FILHO UM ATLETA”, sonho que se torna realidade devido a persistência, estudo, dedicação, trabalho e a família. É importante ressaltar que todo o sucesso está intimamente ligado ao carinho árduo, a compreensão e abnegação de minha esposa “HELENA DE FATIMA”, por tudo isto, tornou se possível criar o projeto “MEU FILHO UM ATLETA” e posteriormente a “APAED” (Associação dos Pais e Amigos dos Estudantes Desportistas).
O projeto “MEU FILHO UMA ATLETA”, surgiu no final da década de 70, mais precisamente no ano de 1979, nas dependências do Colégio Regina Pacis, na cidade de Araguari. No início de tudo o projeto se chamava “ESCOLA DE BASQUETEBOL”, somente em 1984 que o batizei como o nome atual “MEU FILHO UM ATLETA”. Para consolidar meus pensamentos debrucei-me na leitura de livros, artigos e textos, onde os autores abordavam questões ligadas ao esporte e a projetos esportivos de inclusão por meio do esporte, percebi que o nome “ESCOLA DE BASQUETEBOL” era muito restrito diante daquilo que pensava, mas minha concepção era muito mais do que um simples projeto esportivo. A ideia era congregar em torno dele as famílias e as comunidades e todos os segmentos da sociedade e, em especial que as crianças e adolescentes pudesse encontrar perspectivas e oportunidades de aprendizagem do basquetebol além de outros esportes e ainda sonhar com uma careira profissional, é seus familiares pudessem contar com acompanhamento do desempenho escolar e ainda colaborasse na formação do caráter, personalidade, auto estima, solidariedade, disciplina, cidadania, respeito próprio e pelos outros, fair play, equilíbrio do corpo, mente e espirito, cooperação, inclusão social e esportiva de seus filhos, este é o fundamento principal do projeto, então, surgi aí o nome “MEU FILHO UM ATLETA”.

Esta logomarca surgiu em 1981, o primeiro uniforme, foi criado devido a necessidade de identificação das crianças e adolescentes, para que as mesmas pudessem adentrar nas dependências do Colégio Regina Pacis para participarem das aulas de basquetebol. Esta logomarca identificando o projeto permaneceu até 2007.
Primeira equipe a representar o projeto em uma competição oficial (Campeonato Mineiro Juvenil em dezembro de 1983 na cidade de Conselheiro Lafaiete, MG): no Clube Carijós.

Em pé (esquerda para direita): Betty, Marcia, Maria Luiza, Lucivaine, José Humberto, agachadas: Aparecida, Beatriz, Kelly, Sirlene e Liliane
A Segunda agachada, da direita para a esquerda Adriana, não aparece na foto da equipe (à esquerda) por que apareceu caxumba um dia após nossa chegada a Lafaiete. Foto tirada em Congonhas.
Com o encerramento das atividades do Colégio Regina Pacis em 1985 e minha nomeação no Colégio Polivalente (Escola Estadual Madre Maria Blandina) após passar no concurso para professor do estado de Minas Gerais, levei o projeto para o Colégio Polivalente, onde foi sucesso absoluto de formação de grandes equipes e atletas durante décadas, apesar das limitações e falta de estrutura física do espaço, não existia quadra coberta, apenas duas quadras de cimento sem cobertura consegui transformar sonhos em realidade, com muito esforço, dedicação, estudo, ética profissional, comprometimento e apoio da direção da escola, primeiro com o Edson Luiz Aleixo e posteriormente Valeria Landa Alfaiate Carrijo, até minha aposentadoria em 2012.

Em meados de 2006, preocupado com o futuro e os rumos do projeto “MEU FILHO UM ATLETA” procuro por ex. atletas e alunos (advogados, contadores, empresários e outros) que conhecem ou foram participantes de nossas equipes nas diversas competições e aulas de Educação Física nas Escolas por onde ministrei aula e treinei equipes. Sabendo do quanto estes cidadãos participaram e podem auxiliar na criação de uma entidade jurídica que pudesse dar suporte jurídico e técnico Após diversos encontros, planos e projetos surgi a Associação dos Pais e Amigos dos Estudantes Desportistas- “APAED”, e começa a nossa luta para torná-la uma entidade jurídica de acordo com as leis municipal, estadual e federal, O poder legislativo de Araguari aprova a Lei nº 4.617 no dia 05 de abril de 2010, e o poder executivo sanciona a lei declarando de utilidade pública municipal “APAED” publicada no jornal Gazeta do Triangulo no dia 08 de abril de 2010. A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão do Estado de Minas Gerais certifica que a “APAED” – Associação dos Pais e Amigos dos Estudantes e Desportistas, de CGC/CNPJ nº. 08.888.454/0001-52, foi qualificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, nos termos de Lei nº 14.870, de 16 de dezembro de 2003, conforme publicação no Diário Oficial de Minas Gerais de 12 de março de 2010 na página 47, coluna 04, o Ministério da Justiça por meio da Secretaria Nacional de Justiça certificou que a Associação dos Pais e Amigos dos Estudantes Desportistas – “APAED”, CGC/CNPJ nº 08.888.454/0001-52, foi qualificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, nos termos da Lei nº 9.790, de 23 de março de 1999, e que consta do processo MJ nº 08071.008100/2011-13, conforme Despacho do Diretor, de 06 de abril de 2011, publicado no Diário Oficial da União de 20 de abril de 2011 (conforme delegação da Portaria SNJ nº 28, de 10 de setembro de 2008) com o objetivo de fomentar o esporte e desenvolver ações de voluntariado e solidariedade em nossa cidade e região, ser um elo entre os governos (municipal, estadual e federal) e suas políticas públicas e sonhos ambiciosos, constituindo-se num diferenciado instrumento de combate à exclusão e de construção de cidadania.
“APAED” está de acordo com a legislação municipal, estadual e federal para executar projetos próprios ou de terceiros, estabelecer parcerias e convênios com órgãos públicos ou da iniciativa privada para organizar, planejar e executar projetos de iniciação esportiva, qualificação profissional e educacional, antidrogas, pedofilia e áreas afins para melhorar as condições de vida e diminuir a exclusão social principalmente de crianças e adolescentes.
Sonho que se sonho só é só um sonho, sonho que sonha junto é realidade. “Raul Seixas”

Primeira reunião para criação da “APAED” na Escola Estadual Madre Maria Blandina “Polivalente” em meados de 2006.
Foto: (da esquerda para a direita): Rosimeire Faustino (contadora), Marcos Vinícius (professor), Sirlene Reis (contadora), José Humberto (idealizador), José Flávio (advogado), Mauricio Diniz (professor)

José Flávio de Lima Neto, advogado, numa das reuniões propõe que a entidade se chamasse “APAED” (no primeiro momento seria outro nome), e sua esposa Neila membros fundadores, e seu filho Toninho, aluno do projeto.

Décio Siciliano Turci, contador, e sua esposa Eliane Turci, contadora, membros fundadores da APAED, sua filha Barbara Turci e o atleta Jeferson, destaques das primeiras equipes do projeto, no coquetel de lançamento da “APAED”.

Apresentação oficial da “APAED” para pais e alunos na Escola Estadual Madre Maria Blandina “Polivalente”, em maio de 2007.
Com a criação da APAED diversas empresas da iniciativa privada decidem apoiar minha iniciativa de implantar o projeto “MEU FILHO UM ATLETA” nos bairros de Araguari carentes de políticas públicas, oportunidades e perspectivas com as atividades esportivas. As primeiras empresas que acreditaram nos nossos sonhos de construção de um mundo mais humano e fraterno foram; Arroz Vasconcelos, Unimed Araguari, Pé Menor Calçados e Art. Formula Farmácia de Manipulação, alguns dirigentes destas empresas em alguma época fizeram parte do projeto como atletas, outros, foram seus filhos. Com a criação da “APAED” projeto cresceu hoje ele é voltado para crianças e adolescentes, de ambos sexos na faixa etária de 7 a 18 anos, que necessitam de apoio e oportunidades para desenvolver seu potencial não só esportivo como também no âmbito afetivo, social, cognitivo e psicológico. Ele é dividido em duas vertentes: na vertente educacional está inserido os núcleos de iniciação esportiva do projeto “MEU FILHO UM ATLETA”, em diversos bairros, em parceria com as escolas, associações, secretarias municipais de educação e esportes:
Para a consecução do Projeto foram necessárias a consolidação de algumas parcerias: As escolas do Município e do Estado ou associações cedem os espaços (quadras) e nós, da “APAED”, entramos com todo material (bolas, cones, bambolês, uniformes e etc.), além dos professores e todo nosso conhecimento administrativo e técnico.
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Na vertente competitiva estão as equipes de base, ou seja, a seleção dos melhores atletas de cada núcleo do projeto. A primeira em parceria com uma escola pública ou privada para representar Araguari nos JEMG (Jogos Escolares de Minas Gerais) e outra em parceria com a Secretaria de Esportes para representar o município nas competições oficiais promovidas pelas Federação Mineira de Basquetebol.
Ao longo destes anos foram inúmeras conquistas neste sentido apresentamos algumas para ilustrar a história de sucesso da “APAED” e do projeto “MEU FILHO UM ATLETA”, a saber: o “JEMG” (Jogos Escolares de Minas Gerais) é dividido em fases, 1ª microrregional, 2ª regional e a 3ª fase estadual, conquistamos dezenas de vezes o título de campeão das fases microrregional e regional, ilustramos nestas fotos apenas as conquistas estaduais, porque para disputar a fase estadual é preciso ser campeão das fases anteriores.
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Equipe Vice Campeã JEMG 2010 |
| Equipe Vice Campeã JEMG 2011 Fase Estadual Fase Estadual |
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Equipe Vice Campeã JEMG 2012 |
| Equipe Campeã Mineira SUB 15 Fase Estadual Temporada 2014 pela F.M. Basket. |
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Equipe Campeã JEMG 2013 Fase Estadual Fase Estadual |
| Equipe Campeã JEMG 2016 Fase Estadual Fase Estadual |
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Nos encontros com os empresários e políticos, percebemos que nossa logomarca não mais atendia os anseios do marketing esportivo, em 2007 surgi o novo desenho estilizado de identificação do projeto “MEU FILHO UM ATLETA”, mais moderno e atrativo aos olhos dos empresários, das crianças e adolescentes do projeto, as novas cores e modelos das camisetas e calções, para os participantes do projeto usarem no dia a dia são redesenhados.
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Solenidade de entrega de uniformes (calções e camisetas) para as crianças e adolescentes do projeto “MEU FILHO UM ATLETA”, os quais elas utilizam durante as aulas e no seu cotidiano diário, elevando a autoestima de todos, muitos não têm roupa adequada para a pratica esportiva. Os uniformes são doados por empresas parceiras da “APAED”.
Com a criação da “APAED” e ampliação do projeto “MEU FILHO UM ATLETA”, deparamos com a falta de profissionais qualificados para implantar e ampliar a área de atuação do projeto, no início de 2008, criei a “ESCOLA DE PROFESSORES/TECNICO” da “APAED”. As dificuldades eram imensas em encontrar professores capaz de ensinar basquetebol com eficiência, competência, ética e transparência, porque para ensinar o basquetebol ou qualquer esporte se não se fazer, não sei ensinar, se não sei ensinar, não sei corrigir, se não sei corrigir, não sei aperfeiçoar, baseado nestes princípios surgi a “ESCOLA DE PROFESSORES/TECNICO”.
Nesta época trabalhava na Unipac – Universidade Presidente Antônio Carlos Campus Araguari, como professor de basquetebol e outras disciplinas, fiz parceria com a instituição e dezenas de alunos vieram parte da “Escola de Professores/Técnico da APAED”. Estes alunos da Unipac foram agregados ao projeto como estagiários e, consequentemente fizeram os nossos cursos de aperfeiçoamento em diversas áreas, sejam elas técnica, de formação, de conscientização e de formação para a cidadania. Ao término dos cursos da “APAED”, e, ao final de sua graduação, estes profissionais foram e são avaliados como da mais alta competência e formação pela sociedade da Araguari, o que corrobora com a nossa filosofia de uma formação completa e de acordo com nossos princípios. Isto garante uma qualidade superior de nossos parceiros.
Ao aposentar em 2012 a “ESCOLA DE PROFESSORES/TECNICO” continua, fora do campus da Universidade, realizando sonhos ampliando horizontes daqueles que optaram por cursar educação física, é sucesso absoluto na formação continuada. Anos após anos alunos nos procura para fazer estágio, e outros após concluir a faculdade tem nos procurado para fazer a “ESCOLA DE PROFESSORES/TECNICO”.
“APAED” durante o curso disponibiliza livros, apostilas, filmes, DVD, vasto material didático, não apenas sobre o basquetebol, também sobre ética, relacionamento humano, leis relacionadas ao cotidiano diário do profissional de educação física, palestras com fisioterapeutas, médicos, nutricionistas, psicólogos, clinicas com técnicos profissionais de basquetebol com renome nacional e até internacional (Argentina foram três clinicas) tudo gratuitamente. A escola de formação de “PROFESSORES/TECNICO” apresenta aulas práticas e teóricas, trocas de experiências, vivencias diárias e do cotidiano do profissional de Educação Física. Devido ao sucesso absoluto do grupo de estudo se “DEUS” quiser está escola vai continuar por muitos anos, preparando alunos e profissionais de Educação Física para exercer sua profissão com dignidade, competência, ética e profissionalismo. Atualmente o professor responsável pela parte pratica da “ESCOLA DE PROFESSORES/TECNICO” é Mauricio Antônio Diniz o primeiro aluno estagiário da “APAED”, aproveitou como poucos a oportunidade e é considerado um dos melhores técnicos da sua geração em Minas Gerais, será meu substituto na coordenação técnica, conjuntamente com Paulo Leonardo Cascão Junior outro estagiário vencedor, que fará a parte administrativa da entidade, são considerados meus filhos e o futuro da “APAED”.
Primeira turma de professores e estagiários da “ESCOLA DE PROFESSORES/TÉCNICOS”.

Em 2008 a primeira clinica de aperfeiçoamento sobre basquetebol organizada pela “APAED” sob a direção do campetente professor de educação fisica/tecnico vice campeão brasileiro de basquetebol e diversas vezes campeão mineiro Mario Fernandes (Marão) de Uberaba.

Ao longo dos anos dezenas e dezenas de professores e estagiários contaram com nossa generosa ajuda para aprimorar seus conhecimentos. Esta é a de 2017, mais uma geração sendo preparada pela “ESCOLA DE PROFESSORES/TÉCNICOS”.

Vários atletas oriundos do projeto “Meu Filho um Atleta” foram convocados para integrar as seleções mineiras de basquetebol e outros tantos foram aprovados em testes nas grandes equipes e projetos do estado de São Paulo o berço do basquetebol Brasileiro. Vários estão cursando curso superior outros já concluíram graça ajuda generosa da “APAED” por meio de convênios com instituições de Ensino Superior ou bolsa salário, patrocinados por empresas parceiras.
São exemplos de vitorias e conquistas importantes para todos integrantes da “APAED” e do projeto “Meu Filho um Atleta”.

Não é a vida, a riqueza e o poder que escravizam o homem, mas se agarrar à vida, à riqueza e ao poder”. “Buda”
“O homem se torna muitas vezes o que ele próprio acredita que é. Se insisto em repetir para mim mesmo que não posso fazer uma determinada coisa, é possível que acabe me tornando realmente incapaz de fazê-lo. Ao contrário, se tenho a convicção de que posso fazê-la, certamente adquirei a capacidade de realizá-la mesmo que não a tenho no começo”.
Mahatma Gandhi
A vida segue os sonhos continua atormentando os dias como as águas límpidas e cristalinas desce pela cachoeira bate nas pedras a procura do caminho para o mar sem conhecer os desafios proposto pela natureza e pelas mãos do homem, sonhos e frustrações se confundem sem poder entender como uma profissão com grandes profissionais como Professor Doutor Tubino, Lamartine, Lincoln Raso e outras dezenas de profissionais reconhecidos e anônimos de todo Brasil e no exterior não era reconhecida pela sociedade, ficava indignado ao chegar aos campos, quadras ou mesmo nas academias ouvir crianças e adolescentes até mesmo os adultos chamar, gritar pessoas sem nenhuma formação acadêmica ou preparação adequada para exercer atividade de educador de “professor, professor” era e é terrível.
Foram anos de angústias, duvidas e inquietações até que em maio de 1992 durante a realização do “ENAF” de Poços de Caldas mantive contato com professores com as mesmas angustias e frustrações, aconteceram reuniões de onde saíram manifestos, mas as coisas não caminhavam com o sucesso almejado, mas em outros campos e cantos desse imenso Brasil a bandeira da regulamentação estava a todo vapor por abnegados professores que acreditava e sonhava com uma profissão respeitada e digna se servir a sociedade, para mim os anos se passaram até que em 1996 estive em um encontro em Brasília em uma audiência pública para discutir e debater a nova “LDB” (Lei de Diretrizes e Base da Educação) que tramitava no congresso nacional e posteriormente transformou na Lei 9394/96 que é a Lei que normatiza a educação brasileira, neste mesmo encontro tive a oportunidade de conhecer uma professora da “UFG” (Universidade Federal de Goiás) dizia ser ligada ao “CBCE” (Colégio Brasileiro da Ciência e do Esporte), mas não tinha muita convicção de suas ideias de estar a favor ou contra a regulamentação da profissão, consegui com que ela fizesse palestra no mês de novembro daquele ano em “Araguari” no Colégio Polivalente (Escola Estadual Madre Maria Blandina) para todos os professores de Educação Física da rede pública e privada, foi um marco para a transformação da nossa profissão no município de Araguari e posteriormente na região, logo após mantive vários contatos telefônicos dentro e fora de Minas Gerais na busca de informações e orientações para fundar uma associação de professores de educação física até que em 1997 fundamos a “APEFA” (Associação dos Professores de Educação Física de Araguari) foi eleito por unanimidade o primeiro presidente da entidade recém criada, foi um marco na história não só da Educação Física, mas de toda educação local, foram realizados cursos de atualização e aperfeiçoamento, palestras, clinicas e encontros para os professores de Educação Física de Araguari inclusiva de outros municípios vizinhos, com a entidade tivemos a oportunidade de participar de encontros políticos e educacionais com as autoridades locais e regionais, buscamos o diálogo, o debate e o entendimento com a comunidade escolar (Diretores das escolas, inspetores escolares, supervisores e a Superintendência Regional de Ensino – SRE.), na busca de propostas e sugestões para melhorar a qualidade da educação física escolar.
Foram realizados vários encontros, debates e palestras na busca de soluções para aperfeiçoar o trabalho dos professores de educação física e ao final chegou ao que denominamos “planejamento único”, onde todas as escolas e professores de Araguari aplicavam e ensinavam a mesma atividade ou conteúdo para as crianças e adolescentes da rede pública e privada de ensino e ao final do mês ou bimestre era realizado um festival esportivo com apresentações, jogos ou evento do conteúdo ministrado valorizando o trabalho do professor e das crianças e adolescentes sem vencedores ou perdedores, foram anos de sucesso e envolvimento de toda comunidade escolar com a educação física escolar, com a mudança da direção da “APEFA” este projeto acabou se perdendo espaço porque exigia comprometimento, dedicação e empenho de todos para com a educação física escolar.
As minhas inquietações e angustias com a profissão não queria cessar e continuava a busca por respostas e durante a realização de um curso de atualização e aperfeiçoamento promovido pela “APEFA” em 1998, a professora palestrante da “UFU” (Universidade Federal de Uberlândia) com fortes ligações com o “CBCE” me disse que haveria um encontro em Juiz de Fora promovido por professores que queria reativar a “APEFMIG” (Associação dos Professores de Educação Física de Minas Gerais) busquei os contatos e fui a este encontro percorrendo sozinho mais de 2000 km, onde tive a oportunidade de conhecer Carlos Alberto Camilo do Nascimento (Carneirinho), Rui Martins Alves Pereira e Tarcísio Mayer o encontro de quatro sonhadores e abnegados professores aconteceu na sede do sindicato dos professores universitários de Juiz de Fora e após este momento aconteceu uma revolução muito produtiva e de sucesso da nossa profissão em Minas Gerais. Neste mesmo dia tive a oportunidade de conhecer o professor Paulo Roberto Bassoli e o professor Jorge Steinhilber que posteriormente tornaria presidente do “CONFEF”, o mesmo estava em Juiz de Fora para proferir palestra para os alunos do curso de educação física da “UFJF” (Universidade Federal de Juiz de Fora) sobre a Lei 9696/98 que tinha sido promulgada há poucos dias pelo Presidente da República Sr. Fernando Henrique Cardoso, lei que regulamentou nossa profissão e criou o Conselho Federal de Educação Física (Confef) e os regionais (Crefs).
Desse encontro em Juiz de Fora ficou decidido à reativação da “APEFMIG” com objetivos bem definidos e passamos a nos reunir semanalmente por tele conferencia (usando o telefone) e conseguindo cada vez mais adeptos a nossa luta e mensalmente reunimos em Belo Horizonte no ginásio Mineirinho para baratear os custos. Os problemas com a educação física escolar Mineira naquele momento eram muito mais graves e importantes do que a regulamentação da nossa profissão, com base na nova “LDB” a Lei 9394/96 no seu art. 5 e no parágrafo 3 o então governador de estado Sr. Eduardo Azeredo praticamente retirou a educação física da grade curricular das escolas diante de um cenário sombrio para nossa profissão a “APEFMIG” foi reativada com muito sucesso, realizamos em 1999 com maciça participação dos professores de educação física de várias regiões do estado o 7º Congresso Mineiro da “APEFMIG” na “UFMG” (Universidade Federal de Minas Gerais) para nossa felicidade e sorte “Itamar Franco” assumiu o governo de Minas Gerais e “Murilo Hingel” foi nomeado secretário de estado da educação, este com fortes ligações afetivas e de trabalho com o professor “Carneirinho”, foi um ano de intensas reuniões, encontros, debates e palestras com a equipe da secretaria de estado da educação para chegar a resolução 159/99 que mudou completamente a relação do governo estadual com a educação física escolar, foi um período de relativo sucesso da nossa profissão, foram realizados vários congresso da “APEFMIG” em Belo Horizonte na “UFMG” e três no interior Itajubá, Patos de Minas e outro em Iturama, aproveitando o embalo da reativação e sucesso da “APEFMIG” e da motivação dos professores da educação física escolar e competência de todos que estava envolvidos com as duas entidades o “CREF-06” pegou carona e foi crescendo em torno da “APEFMIG” até que perdeu o umbigo e começou a caminhar com suas próprias pernas.
No encontro de Juiz de Fora outra deliberação importante foi a de promover encontros regionais para divulgação das propostas aprovadas e buscar sugestões com as bases para ampliar os horizontes da educação física escolar até então adormecida e seus professores desmotivados, desorientados e sem perspectivas pelas atitudes e ações do governo estadual. Promovi encontro regional organizado pela “APEFA” em Araguari no “CDL” com as presenças de Uberaba (Otavio Lamartine Leite Filho (Sansão) e Ieda) Uberlândia (Edson Eduardo Rodrigues de Oliveira (Edson Ratin), Vaguinho, Fizinha e Marília) Ituiutaba (Marina Palis, Baco, Patrícia) Monte Carmelo (Maria José e Karla) e Coromandel (Aroldo), após este encontro inicie uma longa jornada pela estruturação da educação física regional. Durante os anos 1998, 99, 2000, 2001 e 2002 percorri aproximadamente 200 mil km para falar da “APEFMIG” e do “CREF”. Participei diretamente da fundação das “APEFs” (Associação dos Professores de Educação Física) de Ituiutaba e Santa Vitoria (Marina Palis e Irenilda), Frutal (Rosemar), Iturama (Cidinha Longo), Monte Carmelo e Coromandel (Maria José, Karla e Aroldo) e Patrocínio (Rita Porto e Pretinho) e ainda organizei encontros, reuniões, seminários, palestras e cursos de atualização e aperfeiçoamento para os professores de Tupaciguara, Centralina, Canapolis, Campina Verde, Prata, Estrela do Sul, Araporã, Indianópolis, Araxá, Ibiá, Monte Alegre de Minas e outras cidades de Minas e Goiás, neste vai e vem tive a oportunidade de reunir e realizar encontros com prefeitos, secretários de educação e esportes de vários municípios.
OBS: Mais na frente vou concluir esta história apenas uma parte está sendo contada, falta fotos, detalhes que será acrescida com o tempo principalmente do projeto fotos das equipes que estou à procura porque sou muito distraído com relação a fotos, meus alunos está providenciando.

































